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Mais de uma década atrás, Frank H. Duffy, MD, professor e neuropediatra da Harvard Medical School, declarou no periódico Clinical Electroencephalography que a literatura científica já havia sugerido que o neurofeedback “…deveria desempenhar um papel terapêutico importante em muitas áreas desafiadoras. Em minha opinião, se qualquer medicação tivesse demonstrado tão amplo espectro de eficácia [quanto o faz o neurofeedback], esta medicação seria universalmente aceita e amplamente utilizada.” – Duffy, F. H. (2000). Editorial: The state of EEG biofeedback therapy (EEG operant conditioning) in 2000: An editor’s opinion. Clinical Electroencephalography, 31(1), v–viii.
Desde então, um vasto volume de estudos vem sendo publicado, fornecendo ampla fundamentação científica ao campo, e permitindo um desenvolvimento recente como em poucas áreas do conhecimento se viu.

 

Abaixo, listamos alguns artigos publicados na área, por relevância ou para diferentes condições neurocomportamentais:

Robert W. Thatcher PhD (2013) Latest Developments in Live Z-Score Training: Symptom Check List, Phase Reset, and Loreta Z-Score Biofeedback. Journal of Neurotherapy: Investigations in Neuromodulation, Neurofeedback and Applied Neuroscience 17(1):69-87

 

Este artigo foi incluído no Psychology Progress Series (2013), que lista apenas os estudos científicos considerados como aqueles que representam os melhores e mais relevantes para o desenvolvimento do campo da Psicologia no ano.


Hammond D C (2011) What is Neurofeedback: An Update. Journal of Neurotherapy 15(4): 305-336

Este artigo fornece, além de uma excelente introdução ao campo do Neurofeedback, referências científicas selecionadas e atualizadas.


Gruzelier J, Egner T (2005) Critical Validation Studies of Neurofeedback. Child and Adolescent Psychiatric Clinics of North America 14(1):83-104, VI

Este artigo apresenta uma boa revisão de estudos de validação sobre Neurofeedback.


Steiner N J (2014) In-School Neurofeedback Training for ADHD: Sustained Improvements From a Randomized Control Trial. Pediatrics 133(3):483-92

Este artigo apresenta uma boa revisão de estudos sobre Neurofeedback para tratamento de Déficit de Atenção.


Hammond D C (2005) Neurofeedback with Anxiety and Affective Disorders. Child and Adolescent Psychiatric Clinics of North America 14(1):105-23, VII

Este artigo apresenta uma boa revisão de estudos sobre Neurofeedback para tratamento de Ansiedade e Desordens Afetivas.


 

Mas há muito mais! Listagens bastante completas de estudos de Neurofeedback publicados ao longo dos últimos anos também podem ser encontrados nos sites das principais organizações da área, nos EUA, basta clicar no ícone de cada uma delas. Especificamente no site da ISNR, você encontrará uma ampla revisão da bibliografia na área com listas de artigos agrupados por condição, que demonstram a validade e a eficácia do Neurofeedback.

 

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O Neurofeedback no mundo
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Instituições científicas e governamentais que adotam ou reconhecem o Neurofeedback:

  • National Institutes of Health/Neurological Diseases and Stroke (NINDS)
  • American Academy of Neurology
  • Veterans Administration/Department of Defense United States Government
  • American Board of Electroencephalography and Clinica Neurophysiology (ABEN) http://www.aben.info/
  • American Academy of Pediatrics • EEG and Clinical Neuroscience Society (ECNS)
  • American Psychological Association (APA) – www.apa.org
  • Journal of Clinical Electroencephalography – www.clinicaleeg.com
  • American Neuropsychiatric Association Resarch Commitee (Coburn, 2006)
  • Biofeedback Certification Institute of America (BCIA) – www.bcia.com
  • Association for Applied Psychophysiology and Biofeedback (AAPB)

 

1. Em Outubro de 2012, a American Academy of Pediatrics considerou o Neurofeedback como o tratamento disponível para Déficit de Atenção (DDA/DDAH) com mais alto nível de evidência científica. SAIBA MAIS

2. Em 2009, o treinamento neurológico por Neurofeedback foi adotado pelo Departamento de Defesa (Department of Defense – DoD) dos Estados Unidos, no Warrior Resiliency and Recovery Center, na unidade militar de Fort Campbell, no estado do Kentucky, como parte integrante de um programa-padrão de reabilitação de soldados com sequelas neurológicas e psicológicas oriundas da ação no campo de combate, o que envolve, aproximadamente, mil soldados por ano.