“Saúde Mental sem Medicamento”
Lacamentodolivro

Atualmente, em nossa sociedade, há uma verdadeira epidemia de medicalização no campo da saúde mental. E isto se deve a alguns fatores. Em primeiro lugar, a crônica falta de informação sobre outras possibilidades de tratamento, que não as medicamentosas. Por outro lado, há de fato uma questão de base, que está na própria maneira como se diagnostica estas condições, hoje em dia, sempre com base em sintomas e queixas clínicas. Um cenário que sinaliza para uma efetiva perpetuação da práxis psiquiátrica em moldes já ultrapassados, à margem dos mais recentes avanços científicos verificados nos últimos anos, que resultaram no desenvolvimento, nas últimas décadas, de métodos avançados e seguros (não invasivos e não medicamentosos) para tratamento das mais diferentes condições – como depressão ou TDAH, por exemplo – que fazem uso de outros tantos avanços, como a também recente profusão de marcadores biológicos identificados na atividade neurológica das diferentes desordens mentais, o que permite, hoje, precisão e segurança sem precedentes, quando o assunto é diagnosticar.

Estes dados e outros são complementados, na obra, por levantamentos realizados por órgãos governamentais como os Centros de Controle de Doenças (Centers for Disease Control – CDC, USA) e os Institutos de Saúde Mental dos Estados Unidos (NIMH-USA), que confirmam a excessiva medicalização e o verdadeiro surto diagnóstico hoje existente. De acordo com o CDC, por exemplo, o uso de antidepressivos, triplicou entre os períodos de 1988-1994 e 1999-2000, sendo que entre 1995 e 2002, aumentou em 48%. Já dados dos Institutos de Saúde Mental dos Estados Unidos (NIMH-USA) indicam que o número de crianças diagnosticadas e medicadas para TDAH vem crescendo a uma taxa de alarmantes 12% ao ano desde o ano 2000.

Tanto este aumento dramático de casos de TDAH e depressão pelo mundo, quanto a respectiva explosão de prescrição de antidepressivos e estimulantes, só para citar estes dois exemplos, são explicados no livro, que aponta coisas como o alargamento dos critérios diagnósticos – que vem ocorrendo desde a década de 1980, ao longo das sucessivas revisões do DSM (o manual diagnóstico em saúde mental) – e a desconsideração, em prol de um modelo ultrapassado de diagnóstico com base em sintomas, dos mais recentes avanços ligados à descoberta dos marcadores biológicos para cada condição, o que resultou, no ano de 2012, no efetivo abandono, pelo NIMH, do DSM e o início de um programa diagnóstico próprio, o RDoC.

Assim, partindo de informações objetivas e atualizadas, de neurociência de ponta, esta obra se propõe a preencher a grande lacuna de informação e esclarecimento hoje existente sobre esta realidade, fornecendo ao leigo, de forma direta e segura, orientação sobre cada condição, seu diagnóstico, e as formas cientificamente validadas de tratamento.

Um verdadeiro manual para quem está a ponto de buscar ou iniciar alguma forma de tratamento em saúde mental.

 
Algumas incursões na mídia:

Especial GloboNews sobre ansiedade;
Revista Isto É
Entrevista Jovem Pan – Morning Show