O Neurofeedback por Z-scores é aquele que faz uso de medidas estatísticas de dispersão em relação a uma base de dados normativa, com médias de normalidade bastante específicas, para a idade e sexo de cada paciente.
Na Brain Tech estas medidas populacionais são utilizadas tanto durante o exame de avaliação inicial do paciente – oportunidade em que se realiza o diagnóstico funcional – quanto, posteriormente, para o tratamento de seu cérebro por treinamento neurológico.
Assim, na Brain Tech, nada se faz sem antes realizar-se a coleta da informação eletroencefalográfica (EEG) de cada paciente, analisando-a qualitativa e quantitativamente, através dos exames de assinaturas neurológicas, dos mapas Q (QEEG), e do exame de tomografia funcional (LORETA), identificando direta e precisamente a natureza do acometimento neurológico, bem como sua localização no cérebro, em termos das estruturas e redes neurológicas envolvidas em cada condição.
É, portanto, a partir da identificação de comprometimentos funcionais neurológicos, assim realizadas, que são elaborados os protocolos absolutamente individualizados de treinamento neurológico por neurofeedback, voltados às necessidades específicas de cada paciente. E isto é fundamental, uma vez que, para um mesmo comprometimento, seja ele qual for (depressão, ansiedade, déficit de atenção,etc), as áreas e estruturas cerebrais envolvidas em cada caso, bem como as frequências e aspectos de conectividade entre áreas cerebrais a serem trabalhados em cada sessão, variam de pessoa para pessoa.
Com isso, o treinamento é completo, já que é direcionado à totalidade das áreas e estruturas cerebrais identificadas como participantes do problema, envolvendo uma ampla e diversa gama de parâmetros neurológicos, para muito além do treino de amplitude do sinal neurológico per se.
Tudo isso torna esta abordagem muito mais ampla e efetiva. Não é à toa que, apenas para citar um exemplo, a Academia Americana de Pediatria, desde 2012, considera o Neurofeedback por z-scores como o tratamento disponível para Déficit de Atenção (DDA/DDAH) com mais alto nível de evidência científica, sendo recomendado como a melhor abordagem nestes casos.
Mas não é o único.
Desde 2009, o Neurofeedback por z-scores vem sendo adotado pelo Departamento de Defesa (Department of Defense – DoD) dos Estados Unidos, tendo sido inicialmente implantado no Warrior Resiliency and Recovery Center, na unidade militar de Fort Campbell, no estado do Kentucky, e depois estendido às demais unidades de tratamento de veteranos de guerra, como parte integrante de um programa-padrão de reabilitação de soldados com sequelas neurológicas e psicológicas, oriundas da ação no campo de combate, o que envolve, aproximadamente, mil soldados por ano.

